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Escola Parque

Jonas Vargas e Fabiana Maiara Silveira Lemes

Área:  

Localização:

Nome do grupo:

Modelo estrutural:

1851,48 m²

 Blumenau/SC

Jonas Vargas e Fabiana M. S. Lemes

Concreto Armado e Alvenaria Estrutural 

 

A discussão do futuro esteve muito presente na matéria de ateliê V, no segundo semestre de 2017. Assim, é nesse contexto que se insere este projeto, uma proposta de expansão de uma escola de ensino fundamental do 1° ao 5° ano para atender uma demanda maior, uma projeção para 2047 relacionando uma pedagogia na qual foi escolhida por cada grupo. A pedagogia contemplada para fazer a edificação foi a Waldorf. Essa foi introduzida por Rudolf Steiner em 1919, em Stuttgart, Alemanha. Ela é uma pedagogia holística em um dos mais amplos sentidos quando aplicada ao ser humano e à sua educação. Tem como princípio formar futuros adultos livres, com pensamento individual e criativo, com sensibilidade artística, social e para a natureza, bem como com energia para buscar livremente seus objetivos e cumprir os seus impulsos de realização em sua vida futura. A antroposofia é um dos fundamentos filosóficos da pedagogia que tem como base a observação da natureza. Dessa forma, há 3 períodos de sete anos que foram denominados de setênios, relacionado ao processo de desenvolvimento.

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A região estudada para a implantação do projeto foi a Rua Dr. Pedro Ziimmermann, localizada no bairro Itoupava Central, Blumenau-SC. Uma das premissas básicas para a escolha da instituição de ensino para a ampliação era ser centro de bairro. Dessa forma, escolhemos a Escola de Educação Básica Emílio Baumgart e o terreno decidido está próximo a instituição, do qual funcionava como estacionamento. O entorno possui grandes áreas não urbanizadas e que preservam a vegetação nativa.

O desenho do projeto foi desenvolvido a partir das condicionantes locais, sem interferir na paisagem. Pelo fato dos gabaritos, tamanho das edificações, variarem de um a dois pavimentos, optamos por deixar um pavimento, pois o terreno possui 5.281,83 m². Sendo que a taxa de ocupação é de 70% de acordo com a consulta de viabilidade, mas somente 66% foi ocupada. Já o coeficiente de aproveitamento permitido é de 3,6, porém o projeto contempla 0,35.

A edificação foi colocada aos fundos do terreno para reduzir o ruído, pois há uma via de grande fluxo na frente. A intenção do projeto foi integrar a comunidade à escola, assim, um parque foi criado na frente imitando um grande jardim para acolher os residentes daquela região e as crianças.Também, com um espaço destinado a construção de uma feira (do qual não foi o foco de elaboração projetual) para a interação das pessoas neste século.

Um recuo faz a transição da rua para a praça, deixando o pedestre mais a vontade e seguro. Muitas árvores foram adicionadas ao local pois não existem atualmente. Foi definido um eixo principal com o passeio um pouco mais largo do que os demais, este instiga as pessoas explorarem o espaço, com diversos locais de convívio. Também, há aparelhos de ginástica, sendo que a preocupação com o corpo se consolida a cada ano. A feira poderá fomentar a economia local e despertar a consciência do coletivo, diretrizes fundamentas para o ecodesenvolvimento, termo explanado por Ignacy Sachs, essencial para a preservação do planeta.

Assim, o projeto se inspira no primeiro setênio, difundido pela pedagogia, no qual prioriza o movimento livre, a corrida e as brincadeiras permitindo que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e percepções de mundo. O traçado do caminho principal conduz a entrada próxima a escola, sem muitas obstruções. De acordo com a setorização já indicada na planta, podemos definir as porcentagens que cada setor irá ocupar. Sendo elas: setor pedagógico= 18,04%; setor de vivência e assistência= 20,01%; setor administrativo e apoio pedagógico= 2,02%; setor de serviços gerais= 0,37%; circulação= 42,62%. O espaço físico foi projetado para atender 120 crianças no período integral (diurno), 1 diretora,1 secretária, 1 coordenadora pedagógica,6 professores, 2 cozinheiras, 2 zeladores.

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As salas são integradas, porém quando se quer privacidade basta fechar as portas que dividem as mesmas, no projeto foi proposto a porta camarão que permite uma abertura de quatro metros, dando maior autonomia tanto para os alunos quanto aos professores relacionado ao peso.

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O setor administrativo é composto por uma secretária, uma diretora e uma coordenadora pedagógica. A proposta seria o compartilhamento de espaços, sem muitas divisões como todo o restante da escola. Há uma sala reservada para reuniões e assuntos particulares que pode ser usada por todos.

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A escola possui uma grande pérgola na fachada oeste para bloquear boa parte do sol e proteger de possíveis invasores na parte de trás, já na lateral norte há o bloqueio por cobogó tanto no sol quanto na segurança do local. A permeabilidade visual se faz presente na maior parte das salas, com circulação cruzada e grandes beirais para o desenvolvimento das atividades, podendo usar o ambiente externo independentemente das intempéries. O vidro proposto é o Smart Blinds que permite maior ou menor privacidade, a passagem de raios solares pode ser bloqueada por vários níveis, deixando ele translúcido ou opaco, apenas acionado por um controle remoto.

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As paredes que se sobressem da viga são de estrutura reticulada de concreto armado, com 0,25m de espessura para isolamento acústico e, também, suportar a viga protendida que permite maiores vãos livres para desenvolvimento das atividades. As paredes de bloco cerâmico compõem a vedação dos ambientes. O uso dos blocos cerâmicos na cultura local é muito forte pelo uso da técnica construtiva enxaimel, devido a isso, optamos por utilizá-la. A maior parte das salas de aula possuem mobiliários que permitem a flexibilidade do ambiente, sem ter uma configuração definida, uma das salas representada na planta indica a presença de um grande sofá que permite maior interação e contato entre os ocupantes da sala.

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Há hortas comunitárias que auxiliam na aprendizagem dos alunos, para que os mesmos tenham um contato mais intimo com os elementos naturais, já previsto na pedagogia e na educação ambiental. A cozinha no projeto é um elemento que se torna uma sala de aula, para que os próprios alunos possam ter autonomia da preparação dos alimentos e ter o toque sensorial.

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